enjoy

vais ao que não sabes, ao que não conheces mas pretendes tudo saber; o “faz de conta” faz mas não conta… como muitos… (!). Não é??? Está escrito lá, lá aonde você não quer ler, não quer saber e, por isso toda esta pretenção que “não existe”, todo este “faz de conta” mas, pelo menos para aqueles que “não fazem”, para os que querem ver, lá está, tão claro e doloroso como tudo o que querias esconder. E sim, de mentira em mentira vai se formando uma “boa” verdade” para sí imaginando, esperando e querendo que seja esta a “verdade” que todos vêem. E pois sim, com as vontades de mentir de cada um nasce a vontade de acreditar na mentira coletiva, no faz de conta de cada um, naquilo que queremos disfarçar para o “outro” mas que cada “outro” sabe ser mentira. Porém, é pela mentira de cada um e vontade de não ser “descoberto” é que todo este irreal e mentiroso vai se tornando a “realidade” de cada um, um eterno mentir para sí mesmo que, por outros quererem mentir, vai sendo engolido e tido como o que “realmente” acontece. Mas sim, triste é a dor de quem não quer mentir… Triste e dor; dor, dor, dor… eis o preço de qualquer “verdade” e de não querer dançar a música de todos… E, por falar em “música”, sim, é ela que “embala a dor” (como dizia o Hermeto…) mas é também o que embala a mentira; infelizmente… A música é uma mentira que ninguém entende mas que embala a alma e, na maioria das vezes, dá razão a todas as outras mentiras… Mas vá etender isto! Fato por fato, vão as mentiras por aí, em música ou em silêncios… E como vão… E os “faz e conta”, sempre aqueles que “fazem” com alguns, e só “contam” para outros: o mundo é a fantasia da fantasia e querer qualquer “verdade” é apenas dor. Vale à pena? Quem sabe… Como diria uma enorme amiga minha: “a opção é muito pior”! Pois sim, é a opção do “se mentir” e da “insanidade”para poder mentir aos outros e aceitar todas as mentiras dos outros para viver em “sociedade”. Que ridículo, eis a “sociedade” que anda se vendendo por aí, um complexo de mentiras de outros aceitas para poder “viver” a própria. Mas sim, eis a “opção” (“vício!”) que é muito pior mas, com certeza, fonte do “prazer” momentâneo.

“Enjoy your life” é a divisa, e sim, deve ser. Porém, nesta loucura toda de mentiras e não-ser, não-sociedade, não-relação-humana, “enjoy your life” vem hoje disfarçado de “enjoy your lie” e, por estas e outras, vivemos na incapacidade de “enjoy” qualquer coisa. E assim vamos indo, de mentira em mentira, de esconder em esconder fazendo de conta que ninguém percebeu, que ninguém sabe, que ninguém viu. E sim, triste aos que procuram uma verdade qualquer e vêem tão nítido as mentiras mais básicas, pois sim, somos todos “básicos”, mesmo “fazendo de conta” que não somos. Eis o princípio, meio e, infelizmente, fim. Só a dor pode nos salvar…

Enjoy!

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